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domingo, 6 de outubro de 2013

Cantando na Chuva (32)


"Cantando na Chuva" (Singin'in the Rain) é um filme de 1952 dirigido por Stanley Donen e Gene Kelly e estrelado por Gene Kelly e Debbie Reynolds.
O filme é o melhor e mais belo musical do cinema e está na lista dos maiores filmes feitos em Hollywood.
A sequência em que Kelly dança e canta sozinho na chuva é, sem dúvida, a mais linda cena já filmada e talvez uma das mais conhecidas de todos os tempos. Ver e ouvir Gene Kelly interpretando a clássica cena da chuva é um momento único e inesquecível, confira no vídeo do post.
Apesar de não ser dançarina, a atriz Debbie Reynolds também é um destaque no filme, principalmente pelo esforço em acompanhar Kelly, que contam foi muito exigente com ela durante as filmagens . Como curiosidade, a atriz é mãe de Carrie Fisher, a Princesa Léa de "Guerra nas Estrelas".  
O roteiro do filme foi feito a partir das músicas que já tinham sido compostas e a estória é uma homenagem ao Cinema, pois trata de um momento em Hollywood que redefiniu esta Indústria. 
"Cantando na Chuva" é um exemplo do que Hollywood fazia de melhor em sua época de ouro. Obrigatório.

Gene Kelly


Não há como não associar Gene Kelly a "Cantando na Chuva", sua presença no filme como ator é quase mágica e além disso foi também responsável pela maravilhosa coreografia e codireção do musical.  
Ao lado de Fred Astaire, Kelly foi o maior dançarino das história dos musicais de Hollywood e é uma lenda do cinema mundial. 
Atuou em mais de 50 filmes, entre os quais os clássicos "Cantando na Chuva" de 1952, "Marujos do Amor" de 1945 ao lado de Frank Sinatra, "O Pirata"  de 1948, dirigido por Vicent Minelli e "Sinfonia de Paris" de 1951, onde recebeu um Oscar Especial por sua versatilidade como ator, cantor, diretor e dançarino, e especialmente por sua brilhante contribuição à arte da coreografia no cinema. Merecido.
Faleceu aos 83 anos em 1996. 

Sinopse


Dois astros do cinema mudo, um ator e uma atriz tentam adaptar suas carreiras a partir do advento da chegada do som. Enquanto o ator se dá bem com a nova tecnologia e continua fazendo sucesso, a atriz, ao contrário, precisa recorrer a uma dublê para manter sua carreira. 
Tudo vai bem até que o ator se apaixona pela dublê e vai tentar ajudá-la no seu sonho de ser atriz, com a ajuda de um amigo comum.


Minha Cena


Em "Cantando na Chuva" é muito fácil escolher a mais marcante cena do filme, veja a sequência abaixo.

A frase do filme

I'm happy again
 parte da letra da música tema

A mais bela sequência da história do Cinema

domingo, 29 de setembro de 2013

Harry e Sally - Feitos um para o outro (31)

"Harry e Sally - Feitos um para o outro" (When Harry Met Sally...) é um filme de 1989, dirigido por Rob Reiner e estrelado por Billy Cristal e Meg Ryan. 
Com roteiro de Nora Ephron, essa é a melhor comédia romântica da década de 80, repleta de diálogos inteligentes, onde quase com certeza qualquer casal vai se identificar em pelo menos uma das cenas do filme. 
As cenas que mostram vários casais contando como se conheceram são verídicas e foram gravadas pelo diretor especialmente para serem inseridas no filme.
No roteiro original, Hary e Sally não ficavam juntos no final, mas o diretor Reiner convenceu Norma a mudar - ficou bem melhor.
Meg Ryan está perfeita no papel e se consolidou como uma grande atriz, estrelando mais duas clássicas comédias românticas de muito sucesso: "Sintonia de Amor" (1993) e "Mensagem para você" (1998), ambas com a participação do astro Tom Hanks. 
Pena que Hollywood se esqueceu de como fazer uma comédia leve, divertida e principalmente sem apelar. 

Sinopse

Recém formado e de mudança para Nova York, Harry Burns dá uma carona para Sally Albright, amiga de sua namorada. Na viagem, eles discutem sobre o amor e amizade e o quanto pensam diferente sobre esses temas. Nos dez anos seguintes somente se encontram casualmente uma vez. Já desiludidos e sem mais acreditar no verdadeiro amor, os dois voltam a se encontrar novamente e tornam-se amigos, mas demoram para perceber que o que está acontecendo não é só amizade.

Minha cena

Quando Sally e Harry estão jantando em um restaurante e ela finge ter um orgasmo na frente de todos os presentes. 
A cena foi filmada no restaurante "Katz's Deli" em New York e na mesa onde se passou a cena tem uma placa com a frase: "Parabéns! Você está sentado onde Harry conheceu Sally".

A frase do filme


Talvez a frase mais romântica já dita em um filme. Confira:

"Eu vim aqui esta noite porque quando você descobre que quer passar o resto da sua vida com alguém, você deseja que o resto de sua vida comece o mais rápido possível.”



Trailer





domingo, 22 de setembro de 2013

O Sol é para todos (30)


"O Sol é para todos" (To kill a Mockinbird) é um filme de 1962, dirigido por Robert Mulligan e estrelado por Gregory Peck e Mary Badhan.
capa da última edição no Brasil
Baseado no livro com o mesmo nome, escrito por Harper Lee em 1960, vencedor do Prêmio Pulitzer e um sucesso instantâneo, se tornando um grande clássico da literatura americana.
O livro foi tão importante para a cultura americana, que acabou sendo leitura obrigatória nas escolas de ensino médio daquele país.
Para entender esta estória é preciso voltar à época em que o livro e o filme foram feitos. Em 1960, o preconceito racial nos Estados Unidos ainda era muito grande, Martin Luther King ainda não havia proferido seu famoso discurso "Eu tenho um Sonho" (1963) e somente em 1964 o então Presidente Lindon Johnson assinou a famosa Lei dos "Atos dos Direitos Civis", que culminou com o fim da segregação racial nos Estados Unidos. 
"To kill a Mockinbird" foi um marco para ajudar a acabar com a enorme injustiça que havia naquela época em que essa luta era muito difícil e aparentemente impossível de ser ganha.
Gregory Peck ganhou o Oscar de Melhor Ator e muito dos seus colegas em Hollywood disseram que ele havia interpretado a ele mesmo, considerando seu reconhecido caráter.


Atticus Finch


Mas a estória é muito mais de que um alerta contra o preconceito racial e todo mal que ele causa. É a estória de Atticus contada pela jovem filha: um homem honesto, calmo e controlado, cujas atitudes são sempre um modelo de honra, sensatez e justiça, um ideal distante do comportamento humano. Somos brindados com este personagem, que foi eleito o maior herói da historia do cinema americano. 
Atticus aceita defender um negro acusado de ter cometido um crime bárbaro e indagado por que fez isso, sua resposta foi calma e serena: "se não o fizesse, não conseguiria olhar para os meus filhos". Isso, mesmo sabendo que acabaria recebendo o mesmo tipo de ódio que era dirigido ao prisioneiro que iria defender. 
Outra cena que mostra o caráter e sua convicção de justiça e de fazer sempre o que é certo é quando ele se posta na frente da cadeia para impedir que os homens da cidade tomem a justiça pelas próprias mão e linchem o homem negro acusado de estrupo. Atticus impediu o crime, mas não salvou somente o prisioneiro, ele salvou também todos aqueles homens, agindo como a consciência deles ao impedir o bárbaro desfecho.
E assim é todo o filme mostrando alguém que realmente gostaríamos de ser ou de pelo menos conhecer. Como na clássica cena da saída do tribunal, todos deveríamos ficar de pé quando alguém como Atticus passasse por nós.


Sinopse

Em 1932 na fictícia cidade de Maycomb, o respeitado advogado e viúvo Atticus Finch cria seus filhos Jem e Scout com a ajuda de uma babá negra. A cidade e seus moradores são conhecidos através da visão infantil da pequena Scout, que vê no pai um herói, muito respeitado na cidade por sua forma de agir e ajudar todos os moradores. Tudo isso vai mudar, quando Atticus aceita defender o negro Tom Robinson, acusado injustamente de ter estuprado uma moça branca. A partir daí os Finch começam a ser hostilizados e pressionados em função do racismo da população do local.


Minha cena

O julgamento termina, Atticus sabe que uma injustiça foi cometida naquele tribunal. A pequena Scout está no local, junto com a população negra da cidade, que está separada dos brancos, conforme costume na época.
Esperam, de pé e respeitosamente a saída do advogado e quando ele se encaminha para a porta, o pastor fala para a menina:
- Srta. Jean Louise (Scout), levante-se, o seu pai está passando. 
Emocionante e que define claramente a figura de Atticus 

A frase do filme

"Preferia que você só atirasse em latas no quintal, mas sei que vai querer caçar passarinhos. Pode matar todos os gaios que quiser, se conseguir acertá-los, mas lembre-se de que é um pecado matar um pássaro imitador (mockingbird) ..."

O conselho dado por Atticus Finch para seu filho Jem, que na verdade é uma alegoria sobre a trama do enredo.


Trailer



terça-feira, 17 de setembro de 2013

Os Embalos de Sábado a Noite (29)



"Os Embalos de Sábado a Noite" (Saturday Night Fever) é um filme de 1977, dirigido por John Badham e estrelado por John Travolta.
É o filme que mudou os costumes na década de 70, tanto no comportamento, como na música e ainda no estilo de vestuário.  
Todo jovem queria ser Travolta, todo jovem imitava Travolta nas pistas, nas roupas e no penteado. Em um época onde não havia internet foi  impressionante ver o mundo todo se curvar para aquele tipo de dança e para os trejeitos do então muito jovem Travolta.   
O filme no entanto não é bom e seria mais um entre as centenas de produções ruins que o cinema americano produz a cada década se não tivesse do dia para noite se tornado um cult para toda uma geração, transformando Travolta em grande ídolo e resgatando a esquecida banda "Bee Gees" formada pelo irmãos Gibb, responsáveis pelo mega sucesso "Stayn' Alive", que até hoje quando é tocada em qualquer festa arrasta todo mundo para as pistas.

A era "Disco"

Mick Jagger e John Lennon na "Studio 54 NY"
"Embalos de Sábados a Noite" consolidou o que seria a música dos anos 70 e a forma dos jovens da época se divertirem, naquela época tudo acabava nas pistas, o desejo pela dança foi novamente resgatado. A dance music virou uma febre, dando um balanço mais pop para a musica. 
A cantora Donna Summer se tornou a rainha das "discos" com hits como "Last Dance", "Bad Girls" e "Hot Stuff".
Várias discotecas foram abertas em todo mundo. Em New York a lendária "Studio 54" foi a mais famosa de todas, inaugurada em 1977, atraiu astros e estrelas da música e do cinema e acabou virando tema de um filme na década de 90.

Sinopse 

Tony é um jovem pobre do Brooklyn, que trabalha em uma loja de tintas, cujo único divertimento é dançar nos finais de semana em uma discoteca, enquanto se prepara para participar de um concurso de danças.

Minha cena

Imperdível, a cena onde Travolta e os amigos dançam Night Fever, inesquecível. 

A cena da dança Night Fever




segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Um Estranho no nInho (28)


"Um Estranho no Ninho" (One Flew Over The Cuckcoo's Nest) é um filme de 1975, dirigido por Milos Forman e estrelado por Jack Nicholson e Louise Fletcher.
Foi o grande vencedor do Oscar no ano de seu lançamento, levando os prêmios nas principais categorias: Filme, Diretor, Ator, Atriz e Roteiro Adaptado. Incrivelmente ainda ganhou os prêmios nessas mesmas categorias no Globo de Ouro, o segundo maior reconhecimento da indústria cinematográfica.
Além do grande sucesso de crítica, o filme foi também um enorme sucesso de público, consolidando Nicholson no patamar de grande astro. 
É o segundo filme de Forman que entra na lista dos "100 maiores filmes que eu vi...vi". No Post número 2 mostrei o excelente "Amadeus".
Um Estranho no Ninho, na minha opinião, é uma clara demonstração da intolerância de qualquer sistema com o que é diferente. Rapidamente quem é contra é eliminado, ou se adapta ou está fora. O sistema raramente muda ou permite qualquer tipo de confronto. Assim é nossa vida na sociedade, na escola ou na relação com o governo. Na história da humanidade, mudanças ou grandes transformações, foram feitas com muito sacrifício e um grande senso de perseverança de quem está envolvido

Sinopse 

McMurphy é um presidiário que para fugir dos trabalhos forçados, simula problemas psicológicos e acaba sendo transferido para uma instituição para doentes mentais. 
, além de interagir com os outros pacientes, cria vários incidentes com a direção, entrando diretamente em confronto com a tirania da enfermeira-chefe, o que vai lhe trazer enormes problemas.


A frase do Filme 

"A imaginação é capaz de atravessar qualquer prisão"
McMurphy 

Minha Cena

Este filme já é um clássico e está repleto de cenas antológicas, com atuações perfeitas de  todo elenco, principalmente de Nicholson e Fletcher, que estão maravilhosos. 
Preste atenção na cena onde a TV é desligada em meio a um jogo de beisebol e Nicholson continua narrando.

Trailer



domingo, 1 de setembro de 2013

Casablanca (27)


"Casablanca" (Casablanca) é um filme de 1942, dirigido por Michael Curtiz e estrelado por Humphrey Bogart e Ingrid Bergman.
É o clássico que todos amam e mesmo 70 anos após sua estreia é considerado uma dos melhores filmes já feitos por Hollywood e de acordo com o American Film Institute é o terceiro melhor filme de todos os tempos.
Baseado em uma peça de teatro que jamais foi encenada, que chamava "Everybody comes to Rick's", teve o nome trocado para "Casablanca" pelo famoso produtor de filmes Hall B. Wallis.
Apesar de começar com uma produção rotineira, alguns fatos contribuíram para o sucesso eterno de "Casablanca",  como a mudança do roteiro que eliminou o happy end no final, uma tradição na Hollywood daquela época e a troca de atores ocorrida.  Ann Sheridan e Ronald Reagan foram convidados para os papeis principais e recusaram. Para nossa sorte, pois Bogart e Bergman formaram um par romântico inesquecível, responsável pelo grande sucesso do filme. Dizem que Reagan não concordou em fazer o filme, por que ficou preocupado com o final da estória, que poderia comprometer sua carreira como galã. Com isso, Bogart, depois de tantos filmes como gangster ou policial, finalmente pode fazer um filme romântico e que o consolidou como uma lenda do cinema. Bogart é considerado pelo mesmo American Film Institute como a maior estrela masculina do cinema americano de todos os tempos.
"Casablanca" ganhou o Oscar de Melhor Filme e de Melhor Diretor.
A canção do filme, cantada pelo personagem Sam, "As Time Goes By", escrita por Herman Hupfeld em 1931, acabou tornando-se famosa a partir de 1942 e é hoje um clássico da música romântica americana.

Sinopse

Rick Baine (Bogart) é o dono de uma casa noturna na cidade de Casablanca que ajuda pessoas que estão tentando fugir para os Estados Unidos, escapando dos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.
Quando o líder da resistência tcheca Victor Laszlo (Paul Henreid), junto com sua mulher Ilsa (Bergman) o procura pedindo ajuda para deixar Casablanca, Rick vai reencontrar sua grande paixão do passado e que foi responsável por ele se exilar no Marrocos.
O dilema que vai enfrentar é se ajuda Laszlo e perde seu grande amor pela segunda vez ou se luta para ficar com sua amada.  
 
A frase do filme
 
A frase mais famosa do filme nunca foi dita, mas acabou eternizada:
- Play it again, Sam! (supostamente dita por Ingrid Bergman)

Podemos ficar com essa: 
- Sempre teremos Paris - Rick (Bogart) para Ilsa (Bergman)

Minha Cena

Ilsa (Bergman) pede a Sam para tocar novamente a canção "As time goes by" e diante da recusa dele, começa a cantarolar a música. Sam, ao piano começa a tocar e cantar a música. Rick (Bogart) entra e furioso dirige-se ao pianista por que essa é uma música que ele proibiu de ser tocada em seu bar. 
Então ele vê Ilsa. Atenção para o close em Ingrid Bergman.

Trailer