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segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Um Estranho no nInho (28)


"Um Estranho no Ninho" (One Flew Over The Cuckcoo's Nest) é um filme de 1975, dirigido por Milos Forman e estrelado por Jack Nicholson e Louise Fletcher.
Foi o grande vencedor do Oscar no ano de seu lançamento, levando os prêmios nas principais categorias: Filme, Diretor, Ator, Atriz e Roteiro Adaptado. Incrivelmente ainda ganhou os prêmios nessas mesmas categorias no Globo de Ouro, o segundo maior reconhecimento da indústria cinematográfica.
Além do grande sucesso de crítica, o filme foi também um enorme sucesso de público, consolidando Nicholson no patamar de grande astro. 
É o segundo filme de Forman que entra na lista dos "100 maiores filmes que eu vi...vi". No Post número 2 mostrei o excelente "Amadeus".
Um Estranho no Ninho, na minha opinião, é uma clara demonstração da intolerância de qualquer sistema com o que é diferente. Rapidamente quem é contra é eliminado, ou se adapta ou está fora. O sistema raramente muda ou permite qualquer tipo de confronto. Assim é nossa vida na sociedade, na escola ou na relação com o governo. Na história da humanidade, mudanças ou grandes transformações, foram feitas com muito sacrifício e um grande senso de perseverança de quem está envolvido

Sinopse 

McMurphy é um presidiário que para fugir dos trabalhos forçados, simula problemas psicológicos e acaba sendo transferido para uma instituição para doentes mentais. 
, além de interagir com os outros pacientes, cria vários incidentes com a direção, entrando diretamente em confronto com a tirania da enfermeira-chefe, o que vai lhe trazer enormes problemas.


A frase do Filme 

"A imaginação é capaz de atravessar qualquer prisão"
McMurphy 

Minha Cena

Este filme já é um clássico e está repleto de cenas antológicas, com atuações perfeitas de  todo elenco, principalmente de Nicholson e Fletcher, que estão maravilhosos. 
Preste atenção na cena onde a TV é desligada em meio a um jogo de beisebol e Nicholson continua narrando.

Trailer



domingo, 1 de setembro de 2013

Casablanca (27)


"Casablanca" (Casablanca) é um filme de 1942, dirigido por Michael Curtiz e estrelado por Humphrey Bogart e Ingrid Bergman.
É o clássico que todos amam e mesmo 70 anos após sua estreia é considerado uma dos melhores filmes já feitos por Hollywood e de acordo com o American Film Institute é o terceiro melhor filme de todos os tempos.
Baseado em uma peça de teatro que jamais foi encenada, que chamava "Everybody comes to Rick's", teve o nome trocado para "Casablanca" pelo famoso produtor de filmes Hall B. Wallis.
Apesar de começar com uma produção rotineira, alguns fatos contribuíram para o sucesso eterno de "Casablanca",  como a mudança do roteiro que eliminou o happy end no final, uma tradição na Hollywood daquela época e a troca de atores ocorrida.  Ann Sheridan e Ronald Reagan foram convidados para os papeis principais e recusaram. Para nossa sorte, pois Bogart e Bergman formaram um par romântico inesquecível, responsável pelo grande sucesso do filme. Dizem que Reagan não concordou em fazer o filme, por que ficou preocupado com o final da estória, que poderia comprometer sua carreira como galã. Com isso, Bogart, depois de tantos filmes como gangster ou policial, finalmente pode fazer um filme romântico e que o consolidou como uma lenda do cinema. Bogart é considerado pelo mesmo American Film Institute como a maior estrela masculina do cinema americano de todos os tempos.
"Casablanca" ganhou o Oscar de Melhor Filme e de Melhor Diretor.
A canção do filme, cantada pelo personagem Sam, "As Time Goes By", escrita por Herman Hupfeld em 1931, acabou tornando-se famosa a partir de 1942 e é hoje um clássico da música romântica americana.

Sinopse

Rick Baine (Bogart) é o dono de uma casa noturna na cidade de Casablanca que ajuda pessoas que estão tentando fugir para os Estados Unidos, escapando dos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.
Quando o líder da resistência tcheca Victor Laszlo (Paul Henreid), junto com sua mulher Ilsa (Bergman) o procura pedindo ajuda para deixar Casablanca, Rick vai reencontrar sua grande paixão do passado e que foi responsável por ele se exilar no Marrocos.
O dilema que vai enfrentar é se ajuda Laszlo e perde seu grande amor pela segunda vez ou se luta para ficar com sua amada.  
 
A frase do filme
 
A frase mais famosa do filme nunca foi dita, mas acabou eternizada:
- Play it again, Sam! (supostamente dita por Ingrid Bergman)

Podemos ficar com essa: 
- Sempre teremos Paris - Rick (Bogart) para Ilsa (Bergman)

Minha Cena

Ilsa (Bergman) pede a Sam para tocar novamente a canção "As time goes by" e diante da recusa dele, começa a cantarolar a música. Sam, ao piano começa a tocar e cantar a música. Rick (Bogart) entra e furioso dirige-se ao pianista por que essa é uma música que ele proibiu de ser tocada em seu bar. 
Então ele vê Ilsa. Atenção para o close em Ingrid Bergman.

Trailer






domingo, 25 de agosto de 2013

Um Sonho de Liberdade (26)

 "Um Sonho de Liberdade(The Shawshank Redemption) é um filme de 1994, dirigido por Frank Darabont e estrelado por Tim Robbins e Morgan Freeman. 
Baseado na estória de Stephen King "Rita Hayworth and Shawshank Redemption", o filme não fez sucesso em seu lançamento, apesar das ótimas críticas recebidas e das indicações para sete Oscars, incluindo Melhor Filme e Melhor Ator para Morgan Freeman.
É daqueles filmes que depois de revisitado, surpreende e mostra muitas qualidades principalmente o enredo, a narrativa dada pelo diretor e pela ótima performance do elenco.  
Rita Hayworth foi uma das maiores estrelas de Hollywood e estrelou o clássico noir "Gilda". A referencia do seu nome no título original da estória tem haver com um pôster da atriz que fará uma grande diferença no desenrolar do enredo. Confira!

O autor

O americano Stephen King, autor da estória, é um dos mais famosos escritores de contos de horror fantástico e ficção da atualidade.
Com mais de 350 milhões de livros vendidos, algumas de suas obras foram levadas para o cinema, sendo que duas delas tem predominantemente prisões como cenário: "Um Sonho de Liberdade” e o grande sucesso “A Espera de um Milagre” de 1999 com Tom Hanks.


Sinopse

Em 1946, o banqueiro Andy Dufresne (Robbins) é condenado a prisão perpétua pelo assassinato de sua esposa e do seu amante, apesar de afirmar sua inocência. Na prisão de Shawshank, após se meter em algumas confusões, torna-se amigo "Red" Redding (Freeman) e acaba como protegido dos guardas e do diretor da penitenciária ao ajudá-los em operações de lavagem de dinheiro, enquanto planeja sua fuga.

A frase do filme  

"Eu gosto de pensar que a última coisa que passou pela cabeça do diretor, além da bala,  foi imaginar como Andy Dufresne conseguiu enganá-lo direitinho" 
              "Red" Redding

Trailer 

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Curtindo a Vida Adoidado (25)

 "Curtindo a Vida Adoidado" (Ferris Bueller's Day Off) é um filme de 1986, dirigido por John Hughes e estrelado por Matthew Broderick. 
Baseado em estória do próprio diretor, esta comédia juvenil acabou tornando-se um clássico dos anos 80, adorada pela crítica e pelo público, principalmente os adolescentes.
Que jovem na segunda metade da década de 80 não queria ser Ferris Bueller, que consegue desfrutar a vida e enganar todos os adultos que tentam atrapalhar seus planos.
Curiosamente, o filme atravessou décadas e não perdeu seu encanto, quem viu não se cansa de rever e de se divertir com Ferris, que passa o tempo todo festejando a alegria de viver, o que atualmente é raro nos dias de hoje, com a violência que ronda nossos jovens.
Ferris Bueller foi a melhor interpretação de Matthew Broderick em sua carreira, chegando a ser indicado para o Prêmio Globo de Ouro.
É quase impossível, mas se não viu, assista e "curta" esta incrível comédia, que tem estilo, graça e irreverência, o que já não é comum nos filmes de adolescentes de hoje em dia.
O diretor John Hughes, que morreu em 2009, aos 59 anos, escreveu também o roteiro de "Esqueceram de Mim" (Home Alone) um grande sucesso de 1990, estrelado pelo então astro mirim Macaulay Culkien.  

Sinopse

Estamos no dia 5 de Junho de 1985 e Ferris Bueller, um jovem aluno do último ano do colegial, para faltar faltar às aulas, finge estar doente, enganando os pais e o diretor da escola, que tenta provar que ele está mentindo.
Junto com a namorada e o melhor amigo, Ferris vai sair pela cidade se divertindo.

Minha cena

A cena inicial, em meio aos letreiros, onde Ferris na cama convence os pais que está doente e não pode ir a escola, mesmo com sua irmã insistindo que ele está mentindo. Em seguida ele passa a falar diretamente com o expectador, passando a sua incrível filosofia de vida.
Imperdível.

A frase do filme

"A vida anda muito rápido, se você não parar e olhar em volta de vez em quando, irá perdê-la"
Ferris Bueller


Twist and Shout



quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Tempos Modernos (24)

"Tempos Modernos" (Modern Times) é um filme de 1936, dirigido e estrelado Charles Chaplin.
Nenhuma retrospectiva que trate sobre cinema pode deixar de fora o britânico Charles Chaplin (1899 - 1977), que ajudou a construir esta indústria e foi um dos seus maiores ícones, talvez o maior gênio de toda sua história. Foi um dos fundadores da produtora Unidet Artists em 1919 e muito mais que ator, dirigiu, produziu e escreveu seus filmes.
"Tempos Modernos" é daqueles exemplos de filme que não envelhece, mesmo que tenha sido feito há mais de 75 anos.
Operário recebendo ordens em "Tempos Modernos"
Sua mensagem continua cristalina - Chaplin criticou duramente a indústria daquela época que massacrava seus operários com tarefas repetitivas, de pouca criatividade e com baixa remuneração, bem como a opressão do Estado contra o trabalhador.
Hoje, assista o filme e avalie se essas mesmas críticas também não valem para o atual modelo de globalização, que continua exigindo que as tarefas sejam executadas cada vez mais rápido, padronizadas, com baixos salários, não importando a cultura, fuso horário ou qualquer tipo de planejamento, mesmo com toda a tecnologia disponível. Pior ainda, decisões que extinguem empregos em um País e os transferem para um outro são tomadas, sem nenhuma avaliação das consequências sociais deste tipo de decisão. 
O filme também mostra o controle da individualidade do cidadão através de monitoramento por câmeras, como prenúncio dos nossos tempos e mais de uma década antes de "1984", o assustador livro de George Orwell, que trata do controle absoluto do Estado sobre as pessoas.

O Vagabundo

Charles Chaplin criou em 1914 o mais famoso personagem do cinema, o vagabundo Carlitos. 
Com um bigode escovinha, vestido com um paletó apertado, chapéu coco, sapatos grandes e uma bengala, Chaplin encantou multidões com o jeito simples e meigo do personagem, que praticamente moldou toda a sua carreira.
Carlitos sempre foi uma crítica à  desigualdade, à nossa logica desumana e contra a intolerância dos ricos em relação a pobreza. 
É impossível não rir e ao mesmo tempo não se emocionar com as situações mágicas criadas pelo gênio.
"Tempos Modernos" marcou o fim de Carlitos, nunca mais Chaplin interpretou o personagem que até hoje é o mais imitado da história cinematográfica. 
 


Sinopse

Na moderna linha de montagem de uma fábrica, devido ao ritmo frenético da produção, um operário é acometido de um forte estresse. Apresentando sintomas de loucura e acaba internado em um sanatório. 
Depois de deixar o hospital e já desempregado, acaba encontrando uma forte crise trabalhista no mercado. Para complicar anda mais sua situação, durante uma passeata, é confundido com um anarquista e acaba se envolvendo com uma jovem que foi forçada a roubar comida para alimentar suas irmãs.

Minha Cena     


A cena do operário (Chaplin) sendo pressionado a ser mais rápido em sua atividade pelo supervisor é ao mesmo tempo hilária e assustadora, pois mostra em que podemos nos tornar em nosso mundo profissional, comandando ou sendo comandado. Confira



A frase (filme mudo)  

- Ele está louco!
Supervisor falando de Chaplin quando ele acometido do estresse (em legenda)

Trailer