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terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Branca de Neve (46)


"Branca de Neve e os Sete Anões" (Snow White and th Seven Dwarfs) é um filme de animação de 1937 com supervisão de direção de David Hand e produção de Walt Disney.
Sua importância como realização transcende o fato de ter sido o primeiro longa metragem no gênero desenho animado ou ainda a primeira produção de Walt Disney, Branca de Neve é na verdade o sonho concretizado de Disney de formar o grande império que é hoje a "Walt Disney Company", a empresa mais amada no mundo.  
Disney na construção da Disneyland em Anaheim
Você pode dizer mas e o Mickey, não é ele o símbolo mais admirado por todos, inclusive Disney? Sim ele é, mas sem Banca de Neve, não acredito que Mickey seria o grande personagem que é hoje. Vejam por exemplo outros clássicos do desenho animados de curta duração, como o Pica-Pau (Woody Woodpecker) produzido pelo estúdio de Walter Lantz ou ainda Tom e Jerry dos também famosos William Hanna e Joseph Barbera. Ambos são personagens eternos, mas nada se iguala a magia de Disney. Uma magia que teve início no encantamento de Branca de Neve e os Sete Anões.
O orçamento inicial do longa planejado para US$ 150 mil, acabou custando a Walt Disney a quantia de US$ 1,5 milhão, um valor astronômico para a época e que o levou praticamente a falência. No entanto resultado nas bilheterias mostrou que ele estava certo ao escrever: "Se podemos sonhar, também podemos tornar nossos sonhos realidade".
A estória é baseada em um conto originário da tradição oral alemã, mais tarde adaptado pelos Irmãos Grimm.
Para dublar Snow White, Walt Disney escolheu Adriana Caselotti, uam jovem de 18 anos. Disney não quis que ela participasse mais de nenhum outro filme, para manter a ilusão da personagem, o que revela o senso de perfeccionismo do gênio.
Encantamento e magia, o resumo do que é Branca de Neve e os Sete Anões, precursor de tudo no que se transformaria o cinema de animação. Imperdível, um clássico eterno.

Sinopse

Uma rainha bela e má, por vaidade, ao ser informada por seu espelho mágico que sua enteada é mais linda do que ela, manda um caçador matar a jovem.
Sem coragem para concretizar o ato, o caçador deixa a menina fugir para a floresta, onde ela encontra os sete anões com quem passa a viver, cuidando da cabana onde eles moram.
Quando a rainha descobre que Snow White continua viva, se transforma em uma bruxa e com uma maçã envenenada faz com que ela caia em sono profundo por toda a eternidade. Mas um Príncipe....

A Frase do Filme

 

... e foram felizes para sempre






Minha Cena

Nada é mais assustador e vibrante em Branca de Neve do que a primeira aparição da rainha bruxa, o que com certeza encheu de medo gerações de crianças por todo o mundo e mostrou a coragem que Disney teve na época por idealizar um personagem tão forte e marcante. Ninguém se esquece da Bruxa.

Trailer


segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Sinais (45)


"Sinais" (Signs) é um filme de 2002, dirigido por M. Night Shyamalan e estrelado por Mel Gibson e Joaquim Phoenix.
O cineasta indiano naturalizado americano Shyamalan ficou conhecido a partir do grande sucesso "O Sexto Sentido" realizado em 1999, passando a ser conhecido como um diretor de filmes com finais surpreendentes. Assim se seguiram ótimos "thrillers" como "Corpo Fechado" de 2000 e "Sinais" de 2002, filme que escolhi como o melhor do diretor. Infelizmente Shyamalan que se projetava como um grande cineasta se perdeu a partir daí, não conseguindo fazer mais nada de destaque passando pelos péssimos "A Dama da Água", "Fim dos Tempos" e o horrível "O Último Mestre do Ar". Uma pena.
Shyamalan e o Mel Gibson no set
Já em "Sinais", o roteiro é genial, descrevendo a estória de uma absurda invasão alienígena, enquanto o verdadeiro sentido de tudo que é mostrado está relacionado a fé, a crença que temos ou não em Deus. Não é um filme de ficção científica, é um filme que trata de nossa presença neste mundo e como diariamente nos relacionamos com Deus e não percebemos, os tais sinais do título. Muito inteligente a sacada do diretor. 
Assim é que no final do filme, o já incrédulo pastor enxerga toda a verdade que tudo de ruim que havia acontecido em sua vida, como acreditava, na verdade eram sinais para que algo de muito pior não viesse a ocorrer. 
Shyamalan, a moda de Hitchcock, costuma a aparecer em pontas em seus filmes, aqui ele é o motorista que atropela e mata a esposa do pastor.
A música de James N. Howard se encaixa perfeitamente no clima do filme. Confira.

Sinopse 

O pastor Ghraam Hess, viúvo e descrente de Deus, junto com um irmão mais novo cria seus dois filhos, um menino que tem asma e uma menina que tem mania em deixar copos de água cheios pela casa em uma fazenda. Certo dia encontra em sua plantação um estranho e enorme círculo, que é um sinal para uma invasão extraterrestre. 
A partir daí, os acontecimentos que se seguem vão definir se o pastor recupera ou não a fé perdida em Deus. 


A frase do Filme

- Você deve se perguntar que tipo de pessoa você é. Você é do tipo que quando vê sinais, vê milagres? Ou você acredita que as pessoas dão sorte? Ou então... será que coincidências não existem?
Pastor Ghraam Hess
Minha Cena

O final está próximo, o clímax é de suspense e apreensão, em flashbacks é mostrada a cena em que o pastor encontra sua esposa que está morrendo, vítima de um atropelamento. Um alienígena pega o menino que está desmaiado, o pastor relembra a última frase da esposa e pede para o irmão atacar o alienígena, os copos de água espalhados pela casa começam a cair durante a briga. O pastor finalmente compreende tudo. Imperdível.

Trailer


 


Sinais (no original em inglês: Signs) é um filme americano de suspense/ficção científica lançado em 2002, dirigido e produzido por M. Night Shyamalan e estrelado por Mel Gibson e Joaquin Phoenix.
O filme arrecadou 228 milhões de dólares nos Estados Unidos e 408 milhões no resto do mundo, tendo sido uma das principais bilheterias no ano de 2002.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

O Expresso Polar (44)

 "O Expresso Polar" (The Polar Express) é um filme de 2004 dirigido por Robert Zemeckis e estrelado por Tom Hanks.
O filme é um conto natalino em animação utilizando o método de captura digital, onde atores reais emprestam seu movimentos em cenas que irão virar animação, permitindo um realismo inigualável para um desenho animado.

método de captura
Baseado no livro de Chris Van Hallsburg, a realização do filme foi uma ideia de Hanks e Zemeckis, amigos e que já haviam trabalhados juntos em "Forrest Gump" e "Naufrago".
"O Expresso Polar" é muito mais que um conto que descreve a ansiedade de uma criança na busca por presentes no Natal, é a jornada de todos nós na passagem da infância para a adolescência mantendo o desejo de acreditar e continuar acreditando no milagre do Natal. Por isso ficamos encantados com esta magia.
Tom Hanks interpreta cinco personagens: o Condutor do Expresso Polar, o Vagabundo, Papai Noel, o pai do Herói e o Herói mais velho, porém ao contrário do que muitos pensam, ele não interpreta o menino que embarca na aventura.
O Natal é uma época especial e de reflexões e o cinema conseguiu capturar toda essa magia, alguns filmes conseguem transmitir este espirito. 
A Felicidade não se compra
Sem dúvidas "O Expresso Polar" é um dos meus cinco filmes preferidos e que todos os anos revejo com a minha família na época do Natal. Mas existem outros também inesquecíveis: 
Esqueceram de mim (Home Alone)
"A Felicidade não se compra" (It's a wonderful life), de 1946, mostrado no Post 17, "O Milagre da Rua 34" (Miracle on 34th Street) de 1947, "Esqueceram de Mim" (Home Alone) de 1990 e "Os Fantasmas do Sr. Scrooge" (A Christmas Carol) baseado no famoso conto de Charles Dickens, de 2009, outra animação no sistema de captura digital. 
Confira, veja ou reveja, a época agora convida. I Believe!

Sinopse

Na véspera do Natal, um menino que começa a desconfiar da existência do Papai Noel, é surpreendido pela visita de um trem na porta de sua casa. Relutante, aceita o convite do condutor e embarca no trem, o Expresso Polar. 
Junto com outras crianças, é levado ao Polo Norte onde terá uma surpresa que o marcará por toda sua vida.

Minha Cena


Entrar em um trem é algo mágico. A cena do convite para o menino  embarcar no Expresso Polar é indescritível e sempre que revejo, imagino o que seria aquela experiência.
Como disse o condutor (Tom Hanks):
"Uma coisa sobre trens, não importa onde eles estão indo, o que importa é decidir embarcar neles"
Mais do que mágico! All aboard!


A frase do Filme - BELIEVE

"Antes, a maioria dos meus amigos podia ouvir o guizo, mas os anos se passaram e ele parou de tocar para todos eles. Até minhã irmã, em um Natal, descobriu que não ouvia mais o seu doce som.
Embora eu tenha crescido, o guizo ainda toca para mim, como toca para todos aqueles que realmente acreditam". 

Trailer




segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

A Princesa e o Plebeu (43)


"A Princesa e o Plebeu" (Roman Holiday) é um filme de 1953, dirigido por William Wyler e estrelado por Gregory Peck e Audrey Hepburn. 
Hepburn e Peck
Existem fatos que estão destinados a acontecerem e aqui não foi diferente. "Roman Holyday" foi planejado para ser filmado por Frank Capra (A Felicidade não se compra) e os atores deveriam ser Gary Grant e Elizabeth Taylor.
Não deu certo, quando William Wyler assumiu o projeto, ele pensou em Jean Simons (Spartacus) para o papel da princesa, mas ela estava ocupada e por muito pouco o diretor também não desistiu da produção. Por sorte, escolheu a novata Audrey, que teve seu primeiro papel em Hollywood. O resultado agora sabemos. Após o lançamento do filme, o astro Peck (O Sol é para todos) tinha tanta certeza de que o Oscar iria para Audrey que solicitou que o nome dela aparecesse em primeiro lugar nos créditos.  
Tinha razão e mais uma vez Gregory Peck demonstrou ser um ator muito especial e diferenciado no caráter. Depois deste filme Audrey se transformou no maior símbolo de elegância de todos os tempos do cinema, com influências ainda na atualidade, onde ainda é cultuada.

Audrey Hepburn

É uma das mais famosas atrizes de Hollywood, eleita em 2009 como a atriz mais bonita de todos os tempos.
Atuou em diversos clássicos como "Guerra e Paz" de 1956, "Bonequinha de Luxo" de 1961, "Charada" de 1963 com Gary Grant, "My Fair Lady" o musical de 1964, "Robin and Marian" de 1975 com Sean Connery, além é claro de "A Princesa e o Plebeu" onde ganhou o Oscar de Melhor Atriz. 
Sua última participação no cinema foi uma ponta no filme "Além da Eternidade" de 1989 dirigido por Steven Spielberg.
Faleceu aos 63 anos em 1993 e passou os últimos anos de sua  vida se dedicando a trabalhos humanitários como Embaixatriz da UNICEF.

Sinopse


Uma princesa em visita a Roma resolve conhecer a cidade, porém sem revelar sua identidade. Acaba se envolvendo com um jornalista que a reconhece e acredita ter a oportunidade para uma ótima reportagem. Mas seus planos acabam dando errado quando se apaixona pela Princesa.

A frase do Filme

Hoje escolhi uma frase da própria atriz e não do filme:
Audrey em "Bonequinha de Luxo"

"Eu decidi, desde muito cedo, apenas aceitar a vida incondicionalmente. Eu nunca esperei que ela fizesse nada especial por mim, apesar de eu conseguir alcançar muito mais do que cheguei a imaginar. Na maioria das vezes essas coisas só aconteceram sem que eu procurasse por elas".



Trailer