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domingo, 13 de outubro de 2013

O Império Contra Ataca (33)


"O Império Contra Ataca" (Star Wars Episode V: The Empire Strikes Back") é um filme de 1983 dirigido por Irvin Kershner e estrelado por Mark Hamill, Harrison Ford e Carrie Fisher.
Segundo e melhor filme da série Star Wars, escrita por George Lucas e Lawrence Kasdan. Cronologicamente "O Império Contra Ataca" é o quinto episódio da saga, que teve seis filmes. A primeira parte, entre os anos de 1977 a 1983, teve "Guerra nas Estrelas" (4a. parte), "O Império Contra Ataca" (5a. parte) e "O Retorno do Jedi" (última parte). 
Em 1999, Lucas completou a série fazendo os três primeiros episódios do épico científico. Conta-se que a decisão de Lucas por começar pelo meio da saga ocorreu por que ele não encontrou ba época uma produtora que aceitasse fazer tantas continuações em um projeto que poderia não dar certo. Chegou até a receber sugestão para fazer uma série para a TV. Ainda bem que não aceitou.
A franquia "Star Wars" tornou-se um dos maiores fenômenos populares em todo o mundoarrecadou mais de 5 Bilhões de dólares.
Atenção para os famosos sabres de luz e o som que passou a fazer parte de nosso cotidiano.

O Bem contra o Mal  

"Star Wars" trata de um tema comum nos grandes épicos: a luta entre Bem e o Mal, como em "O Senhor dos Anéis" onde as raças da terra média se juntam para combater Sauron, o Senhor do Escuro ou em "Harry Potter" onde os bruxos do bem vão lutar com Lorde Voldemort, o Senhor das Trevas. Assim é em "Guerra nas Estrelas" onde o Mal é Darth Sidious, Lorde Sombrio de Sith e Imperador da República Galática.
Por que a ficção insiste tanto neste confronto? Talvez por que o Homem em sua caminhada historica sempre se deparou com estas forças antagônicas e nos momentos onde o Mal trinfou, o sofrimento de todos foi muito maior e mais duradouro, enquanto que nos momentos onde o Bem prevaleceu, mesmo que em períodos mais curtos e raros, foi possível ter a certeza que vale a pena não desistir.

A música de Star Wars

John Williams está entre os maiores compositores da história do cinema é o recordista da história do Oscar com 48 indicações.  
A trilha sonora para "Star Wars" talvez seja a música de filme mais famosa de todos os tempos e sempre que tocada é imediatamente associada ao épico de George Lucas.
Se uma música em um filme tem o objetivo de dar ou ressaltar o clima pretendido pelo diretor, então Williams acertou em cheio em "Star Wars".



Sinopse

Após a destruição da Estrela da Morte (4o. episódio), o Império, sob o comando do perverso Darth Vader, volta a levar vantagem sobre a Aliança Rebelde, procurando a sua aniquilação total.
O jovem Luke Skywalker sai então a procura de um lendário mestre Jedi chamado Yoda para receber treinamento e assim se fortalecer para voltar a combater Vader. 
Mas junto com este inevitável confronto haverá uma terrível revelação que pode mudar o rumo da estória.

Minha Cena

A cena da batalha inicial entre as forças do Império contra a Aliança Rebelde é um marco dos efeitos especiais do cinema e até hoje é surpreendente pelos quantidade de elementos inseridos na sequência. E tudo isto em uma época onde não existia efeitos digitais. 


A frase do filme

Yoda, Mestre Jedi
Que a força esteja com você!
          o cumprimento Jedi





Trailer


domingo, 6 de outubro de 2013

Cantando na Chuva (32)


"Cantando na Chuva" (Singin'in the Rain) é um filme de 1952 dirigido por Stanley Donen e Gene Kelly e estrelado por Gene Kelly e Debbie Reynolds.
O filme é o melhor e mais belo musical do cinema e está na lista dos maiores filmes feitos em Hollywood.
A sequência em que Kelly dança e canta sozinho na chuva é, sem dúvida, a mais linda cena já filmada e talvez uma das mais conhecidas de todos os tempos. Ver e ouvir Gene Kelly interpretando a clássica cena da chuva é um momento único e inesquecível, confira no vídeo do post.
Apesar de não ser dançarina, a atriz Debbie Reynolds também é um destaque no filme, principalmente pelo esforço em acompanhar Kelly, que contam foi muito exigente com ela durante as filmagens . Como curiosidade, a atriz é mãe de Carrie Fisher, a Princesa Léa de "Guerra nas Estrelas".  
O roteiro do filme foi feito a partir das músicas que já tinham sido compostas e a estória é uma homenagem ao Cinema, pois trata de um momento em Hollywood que redefiniu esta Indústria. 
"Cantando na Chuva" é um exemplo do que Hollywood fazia de melhor em sua época de ouro. Obrigatório.

Gene Kelly


Não há como não associar Gene Kelly a "Cantando na Chuva", sua presença no filme como ator é quase mágica e além disso foi também responsável pela maravilhosa coreografia e codireção do musical.  
Ao lado de Fred Astaire, Kelly foi o maior dançarino das história dos musicais de Hollywood e é uma lenda do cinema mundial. 
Atuou em mais de 50 filmes, entre os quais os clássicos "Cantando na Chuva" de 1952, "Marujos do Amor" de 1945 ao lado de Frank Sinatra, "O Pirata"  de 1948, dirigido por Vicent Minelli e "Sinfonia de Paris" de 1951, onde recebeu um Oscar Especial por sua versatilidade como ator, cantor, diretor e dançarino, e especialmente por sua brilhante contribuição à arte da coreografia no cinema. Merecido.
Faleceu aos 83 anos em 1996. 

Sinopse


Dois astros do cinema mudo, um ator e uma atriz tentam adaptar suas carreiras a partir do advento da chegada do som. Enquanto o ator se dá bem com a nova tecnologia e continua fazendo sucesso, a atriz, ao contrário, precisa recorrer a uma dublê para manter sua carreira. 
Tudo vai bem até que o ator se apaixona pela dublê e vai tentar ajudá-la no seu sonho de ser atriz, com a ajuda de um amigo comum.


Minha Cena


Em "Cantando na Chuva" é muito fácil escolher a mais marcante cena do filme, veja a sequência abaixo.

A frase do filme

I'm happy again
 parte da letra da música tema

A mais bela sequência da história do Cinema

domingo, 29 de setembro de 2013

Harry e Sally - Feitos um para o outro (31)

"Harry e Sally - Feitos um para o outro" (When Harry Met Sally...) é um filme de 1989, dirigido por Rob Reiner e estrelado por Billy Cristal e Meg Ryan. 
Com roteiro de Nora Ephron, essa é a melhor comédia romântica da década de 80, repleta de diálogos inteligentes, onde quase com certeza qualquer casal vai se identificar em pelo menos uma das cenas do filme. 
As cenas que mostram vários casais contando como se conheceram são verídicas e foram gravadas pelo diretor especialmente para serem inseridas no filme.
No roteiro original, Hary e Sally não ficavam juntos no final, mas o diretor Reiner convenceu Norma a mudar - ficou bem melhor.
Meg Ryan está perfeita no papel e se consolidou como uma grande atriz, estrelando mais duas clássicas comédias românticas de muito sucesso: "Sintonia de Amor" (1993) e "Mensagem para você" (1998), ambas com a participação do astro Tom Hanks. 
Pena que Hollywood se esqueceu de como fazer uma comédia leve, divertida e principalmente sem apelar. 

Sinopse

Recém formado e de mudança para Nova York, Harry Burns dá uma carona para Sally Albright, amiga de sua namorada. Na viagem, eles discutem sobre o amor e amizade e o quanto pensam diferente sobre esses temas. Nos dez anos seguintes somente se encontram casualmente uma vez. Já desiludidos e sem mais acreditar no verdadeiro amor, os dois voltam a se encontrar novamente e tornam-se amigos, mas demoram para perceber que o que está acontecendo não é só amizade.

Minha cena

Quando Sally e Harry estão jantando em um restaurante e ela finge ter um orgasmo na frente de todos os presentes. 
A cena foi filmada no restaurante "Katz's Deli" em New York e na mesa onde se passou a cena tem uma placa com a frase: "Parabéns! Você está sentado onde Harry conheceu Sally".

A frase do filme


Talvez a frase mais romântica já dita em um filme. Confira:

"Eu vim aqui esta noite porque quando você descobre que quer passar o resto da sua vida com alguém, você deseja que o resto de sua vida comece o mais rápido possível.”



Trailer





domingo, 22 de setembro de 2013

O Sol é para todos (30)


"O Sol é para todos" (To kill a Mockinbird) é um filme de 1962, dirigido por Robert Mulligan e estrelado por Gregory Peck e Mary Badhan.
capa da última edição no Brasil
Baseado no livro com o mesmo nome, escrito por Harper Lee em 1960, vencedor do Prêmio Pulitzer e um sucesso instantâneo, se tornando um grande clássico da literatura americana.
O livro foi tão importante para a cultura americana, que acabou sendo leitura obrigatória nas escolas de ensino médio daquele país.
Para entender esta estória é preciso voltar à época em que o livro e o filme foram feitos. Em 1960, o preconceito racial nos Estados Unidos ainda era muito grande, Martin Luther King ainda não havia proferido seu famoso discurso "Eu tenho um Sonho" (1963) e somente em 1964 o então Presidente Lindon Johnson assinou a famosa Lei dos "Atos dos Direitos Civis", que culminou com o fim da segregação racial nos Estados Unidos. 
"To kill a Mockinbird" foi um marco para ajudar a acabar com a enorme injustiça que havia naquela época em que essa luta era muito difícil e aparentemente impossível de ser ganha.
Gregory Peck ganhou o Oscar de Melhor Ator e muito dos seus colegas em Hollywood disseram que ele havia interpretado a ele mesmo, considerando seu reconhecido caráter.


Atticus Finch


Mas a estória é muito mais de que um alerta contra o preconceito racial e todo mal que ele causa. É a estória de Atticus contada pela jovem filha: um homem honesto, calmo e controlado, cujas atitudes são sempre um modelo de honra, sensatez e justiça, um ideal distante do comportamento humano. Somos brindados com este personagem, que foi eleito o maior herói da historia do cinema americano. 
Atticus aceita defender um negro acusado de ter cometido um crime bárbaro e indagado por que fez isso, sua resposta foi calma e serena: "se não o fizesse, não conseguiria olhar para os meus filhos". Isso, mesmo sabendo que acabaria recebendo o mesmo tipo de ódio que era dirigido ao prisioneiro que iria defender. 
Outra cena que mostra o caráter e sua convicção de justiça e de fazer sempre o que é certo é quando ele se posta na frente da cadeia para impedir que os homens da cidade tomem a justiça pelas próprias mão e linchem o homem negro acusado de estrupo. Atticus impediu o crime, mas não salvou somente o prisioneiro, ele salvou também todos aqueles homens, agindo como a consciência deles ao impedir o bárbaro desfecho.
E assim é todo o filme mostrando alguém que realmente gostaríamos de ser ou de pelo menos conhecer. Como na clássica cena da saída do tribunal, todos deveríamos ficar de pé quando alguém como Atticus passasse por nós.


Sinopse

Em 1932 na fictícia cidade de Maycomb, o respeitado advogado e viúvo Atticus Finch cria seus filhos Jem e Scout com a ajuda de uma babá negra. A cidade e seus moradores são conhecidos através da visão infantil da pequena Scout, que vê no pai um herói, muito respeitado na cidade por sua forma de agir e ajudar todos os moradores. Tudo isso vai mudar, quando Atticus aceita defender o negro Tom Robinson, acusado injustamente de ter estuprado uma moça branca. A partir daí os Finch começam a ser hostilizados e pressionados em função do racismo da população do local.


Minha cena

O julgamento termina, Atticus sabe que uma injustiça foi cometida naquele tribunal. A pequena Scout está no local, junto com a população negra da cidade, que está separada dos brancos, conforme costume na época.
Esperam, de pé e respeitosamente a saída do advogado e quando ele se encaminha para a porta, o pastor fala para a menina:
- Srta. Jean Louise (Scout), levante-se, o seu pai está passando. 
Emocionante e que define claramente a figura de Atticus 

A frase do filme

"Preferia que você só atirasse em latas no quintal, mas sei que vai querer caçar passarinhos. Pode matar todos os gaios que quiser, se conseguir acertá-los, mas lembre-se de que é um pecado matar um pássaro imitador (mockingbird) ..."

O conselho dado por Atticus Finch para seu filho Jem, que na verdade é uma alegoria sobre a trama do enredo.


Trailer



terça-feira, 17 de setembro de 2013

Os Embalos de Sábado a Noite (29)



"Os Embalos de Sábado a Noite" (Saturday Night Fever) é um filme de 1977, dirigido por John Badham e estrelado por John Travolta.
É o filme que mudou os costumes na década de 70, tanto no comportamento, como na música e ainda no estilo de vestuário.  
Todo jovem queria ser Travolta, todo jovem imitava Travolta nas pistas, nas roupas e no penteado. Em um época onde não havia internet foi  impressionante ver o mundo todo se curvar para aquele tipo de dança e para os trejeitos do então muito jovem Travolta.   
O filme no entanto não é bom e seria mais um entre as centenas de produções ruins que o cinema americano produz a cada década se não tivesse do dia para noite se tornado um cult para toda uma geração, transformando Travolta em grande ídolo e resgatando a esquecida banda "Bee Gees" formada pelo irmãos Gibb, responsáveis pelo mega sucesso "Stayn' Alive", que até hoje quando é tocada em qualquer festa arrasta todo mundo para as pistas.

A era "Disco"

Mick Jagger e John Lennon na "Studio 54 NY"
"Embalos de Sábados a Noite" consolidou o que seria a música dos anos 70 e a forma dos jovens da época se divertirem, naquela época tudo acabava nas pistas, o desejo pela dança foi novamente resgatado. A dance music virou uma febre, dando um balanço mais pop para a musica. 
A cantora Donna Summer se tornou a rainha das "discos" com hits como "Last Dance", "Bad Girls" e "Hot Stuff".
Várias discotecas foram abertas em todo mundo. Em New York a lendária "Studio 54" foi a mais famosa de todas, inaugurada em 1977, atraiu astros e estrelas da música e do cinema e acabou virando tema de um filme na década de 90.

Sinopse 

Tony é um jovem pobre do Brooklyn, que trabalha em uma loja de tintas, cujo único divertimento é dançar nos finais de semana em uma discoteca, enquanto se prepara para participar de um concurso de danças.

Minha cena

Imperdível, a cena onde Travolta e os amigos dançam Night Fever, inesquecível. 

A cena da dança Night Fever