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quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Apocalypse Now (39)


"Apocalypse Now" (Apocalypse Now) é um filme de 1979 dirigido por Francis Ford Coppola e estrelado por Marlon Brando, Robert Duvall e Martin Sheen.
Baseado no livro "O Coração das Trevas" de Joseph Conrad, "Apocalypse Now", realizado após "O Poderoso Chefão Parte I e II", apesar de ainda ter o diretor em grande forma, não teve o resultado pretendido para a época e o filme não fez o sucesso esperado.
Coppola teve muitos mais problemas que em qualquer outra produção, o diretor inclusive chegou a declarar que teve vontade de se suicidar. Um furação atingiu e destruiu o set de filmagens nas Filipinas, Martin Sheen teve um enfarto e atrasou tudo, cogitou-se de substitui-lo, mas Coppola preferiu esperar. Já Marlon Brando, que havia engordado muito, exigiu que somente seu rosto fosse mostrado. Tudo isso levou a um atraso de três anos no lançamento de "Apocalypse Now", que acabou não estourando nas bilheterias. 
Coppola usou a música "The End" do The Doors como uma forma de homenagear Jim Morrison, com quem havia estudo na faculdade.   
Confesso que na época não gostei do filme, achei arrastado, escuro, quase entendiante. Hoje, no entanto, tenho certeza que estava enganado, "Apocalypse Now" é real, crítico e mostrou ao mundo o horror que foi a Guerra do Vietnã nos próprios campos de batalha do país asiático, enquanto, outros filmes como "Amargo Regresso" de Hal Ashby (1978) e "Taxi Driver" do diretor Martin Scorcese (1976) mostraram esse mesmo horror, porém após a guerra. 
Mesmo não estando no mesmo nível de "O Poderoso Chefão" não perca ou deixe de rever.

Sinopse

Durante a Guerra do Vietnã, um coronel do exercito americano (Brando) deserta e forma seu próprio exercito de guerrilha na selva do Camboja. 
O Alto Comando do Exercito decide enviar um Capitão (Sheen) para matar o Coronel em plena selva. 
No seu trajeto, o Capitão vai se deparar com o horror, crueldade e absurdos que qualquer guerra provoca.


Minha Cena
A  cena mais famosa e bela do filme é a do ataque de helicópteros, demonstrando o poder bélico dos americanos, que se mostraria inútil frente a determinação dos vietcongues. 
Tudo ao som da obra prima de Richard Wagner, A Cavalgada da Valquírias.

A frase do Filme

"Eu adoro o cheiro de nalpam pela manhã"
Tenente-Coronel Bill Kilgore (Robert Duvall)


Trailer


quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Sintonia de Amor (38)


"Sintonia de Amor" (Sleepless in Seattle) é um filme de 1993 dirigido por Norma Ephron e estrelado por Tom Hanks e Meg Ryan.
Empire State Building
É a melhor e mais famosa comédia romântica da década de 90, bem ao estilo sofisticado dos famosos filmes do gênero feitos em Hollywood nos anos 50. 
O filme é uma clara dedicação de amor ao clássico "Tarde demais para esquecer" (An affair to remember) dirigido por Leo Carey e estrelado por Gary Grant e Deborah Kerr. Como no clássico de 1957, "Sintonia de Amor" tem como ponto de referencia o edifício Empire State em New York, que é decisivo nas duas estórias. 
É impossível não se emocionar, pelos menos os românticos não se aguentam. 
O roteiro, além de inteligente e agradável, tem uma curiosidade inteligente, apesar de ser uma estória de amor, da busca pela felicidade por duas pessoas solitárias, Hanks e Ryan, o casal principal aparecem juntos menos de cinco minutos em toda a duração do filme. 
O filme traz ainda um repertorio de músicas famosas incluindo "As time goes by" com Jimmy Durante, "A kiss to build a dream" com Louis Armstrong e "Stardust" com Nat King Cole. Direto para os românticos. 

Sinopse
 

Sam (Hanks), um jovem e prematuro viúvo, que vive em Seatlle, é surpreendido pelo filho que liga para um programa de rádio a procura de uma namorada para o pai.  Em New York, Annie (Ryan), uma jovem que está noiva prestes a casar, dirigindo seu carro de volta para casa, ouve o programa e se convence que seu destino tem a ver com aquele pai solitário.

A frase do Filme 

- Posso dar uma olhada? Eu ia encontrar alguém, não deve estar lá, mas se eu não olhar, sempre terei dúvidas.
Annie para o guarda da portaria do Empire State tentando subir no topo do Edifício, que já fechou para visitas.


Minha Cena 


Como em todos os filmes, o clímax ocorre na cena final, quando finalmente Sam encontra Annie no topo do Edifício Empire State, tudo isso com a cumplicidade dos seguranças do prédio, o que seria impossível nos amedrontados e assustadores dias atuais. 
Inesquecível, como nos velhos tempos de Hollywood. 

Trailer

 

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Vampiros de Almas (37)


"Vampiros de Almas" (Invasion of the Body Snatchers) é um filme de 1954 dirigido por Don Siegel e estrelado por Kevin McCarthy e Dana Winter.
Esta é a primeira e melhor versão da várias refilmagens desta estória publicada inicialmente na famosa revista americana "Colliers Magazine".
O excelente diretor Siegel (1912 - 1991), um especialista em filmes de produção baratas, além de amigo pessoal de Clint Eastwood e diretor de grandes sucessos do astro como "Meu Nome é Coogan" e "O estranho que nós amamos", também foi o mentor do astro na transição para a sua carreira de diretor.
"Vampiros de Almas", apesar de ser produzido como um "Filme B", de orçamento muito baixo e em preto e branco, é hoje considerado um clássico de ficção científica, um dos melhores filmes do gênero e é imperdível por seu suspense.
Rodado em pleno auge da Guerra Fria, na verdade o filme é uma alegoria da síndrome americana na década de 50 com relação a União Soviética e a ameça de uma invasão comunista, sendo um dos exemplos mostrados por Hollywood sobre a paranoia que os Estados Unidos vivia naquela época, logo após o macartismo, na década de 40 e início da de 50, onde o Senador Joseph McCarthy acusou centenas de americanos de comunistas. Preste atenção na frase mais famosa do filme, mostrada aqui neste Post.
A trilha sonora composta por Carmen Dragon define o clima do filme. Confira.

Sinopse  

 
O Dr. Bennel, um médico de uma pequena cidade começa a desconfiar que algo pode estar acontecendo quando pessoas conhecidas passam a agir estranhamente. Começa então a fazer uma investigação por conta própria até descobrir que alienígenas estão se replicando como os humanos da cidade, porém sem sentimentos ou emoções. A transformação ocorre sempre quando alguém está dormindo. Lembre-se não durma. Nunca durma, porque quando você fecha os olhos, eles vêm.  

A frase do Filme

"Eles estão invadindo, estão chegando, e vocês serão os próximos"
cena final de Vampiros de Almas

Minha Cena

 
O Dr. Bennell (Kevin McCarthy) e sua namorada Becky Driscoll (Dana Wynter), perseguidos pelos alienígenas, são obrigados a fugir a pé da cidade. Cansados, mas não podendo dormir, se escondem em uma caverna para descansar. De repente. Confira e veja que Hollywood também sabia fazer finais sem concessão.

Trailer 

 

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Muito Além do Jardim (36)

"Muito Além do Jardim" (Being There) é um filme de 1979 dirigido por Hal Ashby e estrelado por Peter Sellers e Shirley McLaine.
Apesar de não ser muito lembrado, "Muito Além do Jardim" é um filme obrigatório. Talvez, a melhor crítica já feita pelo cinema a sociedade política americana e ao tipo de mídia que vive plantando ou inventando notícias e que pode transformar um homem simples e simplório em um gênio, aqui neste caso em um gênio da política. 
Chance é um homem simples e quando fala suas palavras são simples, mas a imprensa e os políticos insistem em achar que ele fala por metáforas, como se estivesse querendo que seus pensamentos fossem entendidos por todos. Nesta visão equivocada, até o silêncio dele é genial. Esta é maior comprovação que a mídia pode transformar qualquer coisa no que quiser, algo muito bom em muito ruim, da mesma forma o inverso ou até fabricar um ídolo ou um salvador da pátria, ou mesmo um gênio. 
Peter Sellers tem aqui a melhor atuação de sua carreira e ele fez o filme para se livrar do estereótipo do Inspetor Closeau da famosa série "A Pantera Cor de Rosa" que o imortalizou no cinema. 
Redescubra Peter Sellers (1925 - 1980), o ator que afirmou um dia: "odeio tudo que faço, não sei como vocês gostam".
Assista ao filme e compare com Forrest Gump, feito 15 anos mais tarde em 1994 e avalie se existe semelhanças.

Sinopse

Um homem chamado Chance, que passou toda a sua vida cuidando de um jardim dentro de uma mansão, vê sua vida mudar com a morte de seu patrão. Ele que até então só conhecia o mundo pela televisão, em seu primeiro dia nas ruas é atropelado e é levado para a casa de um magnata muito influente na sociedade americana. 
Com seu comportamento simples, o jardineiro acaba sendo confundido com um gênio da política e começa a influenciar todos, inclusive o Presidente dos Estados Unidos.


Minha cena 


A cena final é muito marcante, enquanto o magnata que acolheu Chance está sendo enterrado, seus amigos planejam lançar o ex-jardineiro na política. De forma surpreendente, num final que pode ter várias explicações, Chance caminha sobre as águas. Confira!

A frase do filme

 - Na televisão Sr. presidente, o senhor parece bem menor
Chance para o Presidente dos Estados Unidos em seu primeiro encontro
  
Trailer

domingo, 27 de outubro de 2013

Sobre Meninos e Lobos (35)


 "Sobre Meninos e Lobos" (Mystic River) é um filme de 2003 dirigido por Clint Eastwood e estrelado por Sean Penn, Tim Robbins, Kevin Bacon e Laurence Fishburne.
Excepcional drama de investigação dirigido pelo veterano astro Eastwod, o grande injustiçado da premiação do Oscar daquele ano na categoria de Melhor Diretor. No ano seguinte, como que justificando essa perda, a Academia acabou dando o Oscar de Melhor Diretor para Clint Eastwood por "Menina de Ouro", um trabalho muito menor do astro.
Mystic River consolidou Eastwood como um grande Diretor, apesar de já ter ganho um Oscar em 1991 por "Os Inconquistáveis". Seguiram-se grandes trabalhos como "A Conquista da Honra", "Cartas de Iwo Jima", "Gran Torino" e "Invictus".
Já o ator Sean Penn, que ganhou o Oscar e o Golden Globe como Melhor Ator, tem uma atuação inesquecível e emocionante, atente-se para a cena onde sua filha é encontrada morta no parque: comovente. 
O roteiro trata de um tema atual e que aflige cada um de nós: a violência urbana retratada em um brutal assassinato e a falta de confiança nas autoridades levando a decisão por justiça pelas próprias mãos. A terrível conclusão que assistimos é que se a Justiça legal não alcança resultados, as consequências de tomá-las por si mesmo pode ser muito pior. Confira.

Sinopse

Um pai desesperado, após o assassinato brutal de sua filha, tenta encontrar o responsável, mesmo que a investigação da Polícia esteja sendo conduzida por um detetive amigo A suspeita irá apontar um outro amigo de infância, que guarda um terrível segredo que ninguém conhece. A solução do crime acabará passando por fatos marcantes do passado dos três, até o final surpreendente.


Minha cena

Os amigos estão no bar e Jimmy (Penn) já decidiu que Dave (Robbins) é o culpado e vai fazer ele confessar para depois tomar a justiça nas próprias mãos. Cena tensa e muito forte, prepare-se.

A frase do Filme


- É minha filha lá, é minha filha lá!
Sean Penn para os policiais quando encontra a filha assassinada



Trailer


    domingo, 20 de outubro de 2013

    Ben Hur (34)


    "Ben-Hur" (Ben-Hur) é um filme de 1959 dirigido por William Wyler e estrelado por Charlton Heston, Stephen Boyd e Haya Hararret.
    Baseado no romance épico de Lew Wallace, publicado em 1880, que conta uma estória fictícia passada nos tempos de Cristo, o filme foi um enorme sucesso de público, de crítica e o grande ganhador do Prêmio Oscar de 1960 levando 11 estatuetas entre os quais "Melhor Filme", "Melhor Ator" e "Melhor Diretor".
    Com a recusa de Burt Lancaster (Campos dos Sonhos), para o papel de Ben-Hur, o diretor Wyler foi buscar Heston, com quem havia trabalhado no clássico de 1958 "Da Terra Nascem os Homens". 
    Grandioso, Ben-Hur é um dos grandes clássicos da história do cinema e com quase 4 horas de duração, é daqueles filmes que arrastava multidões ao cinema, em uma época onde a televisão ainda engatinhava e era a diversão garantida para a toda família.
    O filme levou mais de nove meses para ser concluído e por causa dos custos associados foi rodado em Cinecittà na Itália. 
    O sucesso de Ben-Hur ainda ajudou a produtora Metro Golden Mayer a sair do processo de falência pelo qual vinha passando na época.

    Sinopse

    Em Jerusalém, no início de Século I, o judeu de família rica Judah Ben-Hur, sua mãe e irmã são injustamente condenados por ordem de Messala, um nobre romano de quem era amigo, apesar das diferenças religiosas.
    Condenado a passar o resto de sua vida como escravo nas galés, Ben-Hur vê seu destino mudar ao salvar a vida de um alto oficial romano durante uma batalha. 

    Surge então a oportunidade de se vingar de Messala, participando das mortais corridas de biga, onde seu inimigo tem sido o grande vencedor dos últimos anos. 
    Enquanto planeja sua vingança, seu caminho será cruzado pela crucificação de Jesus Cristo, o que vai mudar o seu destino.

    Minha Cena

    o há como não associar Ben-Hur com a famosa cena da corrida de bigas, emocionante, grandiosa e com efeitos especiais fantásticos para a época. Só por esta sequência já vale a pena ter o filme em sua videoteca. Mas Ben-Hur é muito mais do que isso. Confira, veja ou reveja.

    A frase do Filme

    - Continue Judah, continue, a corrida não acabou!

    Messala para Ben-Hur, no final da corrida, dizendo que a mãe e a irmã de Ben-Hur não estão mortas, mas sim no Vale dos Leprosos

    Trailer