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domingo, 1 de setembro de 2013

Casablanca (27)


"Casablanca" (Casablanca) é um filme de 1942, dirigido por Michael Curtiz e estrelado por Humphrey Bogart e Ingrid Bergman.
É o clássico que todos amam e mesmo 70 anos após sua estreia é considerado uma dos melhores filmes já feitos por Hollywood e de acordo com o American Film Institute é o terceiro melhor filme de todos os tempos.
Baseado em uma peça de teatro que jamais foi encenada, que chamava "Everybody comes to Rick's", teve o nome trocado para "Casablanca" pelo famoso produtor de filmes Hall B. Wallis.
Apesar de começar com uma produção rotineira, alguns fatos contribuíram para o sucesso eterno de "Casablanca",  como a mudança do roteiro que eliminou o happy end no final, uma tradição na Hollywood daquela época e a troca de atores ocorrida.  Ann Sheridan e Ronald Reagan foram convidados para os papeis principais e recusaram. Para nossa sorte, pois Bogart e Bergman formaram um par romântico inesquecível, responsável pelo grande sucesso do filme. Dizem que Reagan não concordou em fazer o filme, por que ficou preocupado com o final da estória, que poderia comprometer sua carreira como galã. Com isso, Bogart, depois de tantos filmes como gangster ou policial, finalmente pode fazer um filme romântico e que o consolidou como uma lenda do cinema. Bogart é considerado pelo mesmo American Film Institute como a maior estrela masculina do cinema americano de todos os tempos.
"Casablanca" ganhou o Oscar de Melhor Filme e de Melhor Diretor.
A canção do filme, cantada pelo personagem Sam, "As Time Goes By", escrita por Herman Hupfeld em 1931, acabou tornando-se famosa a partir de 1942 e é hoje um clássico da música romântica americana.

Sinopse

Rick Baine (Bogart) é o dono de uma casa noturna na cidade de Casablanca que ajuda pessoas que estão tentando fugir para os Estados Unidos, escapando dos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.
Quando o líder da resistência tcheca Victor Laszlo (Paul Henreid), junto com sua mulher Ilsa (Bergman) o procura pedindo ajuda para deixar Casablanca, Rick vai reencontrar sua grande paixão do passado e que foi responsável por ele se exilar no Marrocos.
O dilema que vai enfrentar é se ajuda Laszlo e perde seu grande amor pela segunda vez ou se luta para ficar com sua amada.  
 
A frase do filme
 
A frase mais famosa do filme nunca foi dita, mas acabou eternizada:
- Play it again, Sam! (supostamente dita por Ingrid Bergman)

Podemos ficar com essa: 
- Sempre teremos Paris - Rick (Bogart) para Ilsa (Bergman)

Minha Cena

Ilsa (Bergman) pede a Sam para tocar novamente a canção "As time goes by" e diante da recusa dele, começa a cantarolar a música. Sam, ao piano começa a tocar e cantar a música. Rick (Bogart) entra e furioso dirige-se ao pianista por que essa é uma música que ele proibiu de ser tocada em seu bar. 
Então ele vê Ilsa. Atenção para o close em Ingrid Bergman.

Trailer






domingo, 25 de agosto de 2013

Um Sonho de Liberdade (26)

 "Um Sonho de Liberdade(The Shawshank Redemption) é um filme de 1994, dirigido por Frank Darabont e estrelado por Tim Robbins e Morgan Freeman. 
Baseado na estória de Stephen King "Rita Hayworth and Shawshank Redemption", o filme não fez sucesso em seu lançamento, apesar das ótimas críticas recebidas e das indicações para sete Oscars, incluindo Melhor Filme e Melhor Ator para Morgan Freeman.
É daqueles filmes que depois de revisitado, surpreende e mostra muitas qualidades principalmente o enredo, a narrativa dada pelo diretor e pela ótima performance do elenco.  
Rita Hayworth foi uma das maiores estrelas de Hollywood e estrelou o clássico noir "Gilda". A referencia do seu nome no título original da estória tem haver com um pôster da atriz que fará uma grande diferença no desenrolar do enredo. Confira!

O autor

O americano Stephen King, autor da estória, é um dos mais famosos escritores de contos de horror fantástico e ficção da atualidade.
Com mais de 350 milhões de livros vendidos, algumas de suas obras foram levadas para o cinema, sendo que duas delas tem predominantemente prisões como cenário: "Um Sonho de Liberdade” e o grande sucesso “A Espera de um Milagre” de 1999 com Tom Hanks.


Sinopse

Em 1946, o banqueiro Andy Dufresne (Robbins) é condenado a prisão perpétua pelo assassinato de sua esposa e do seu amante, apesar de afirmar sua inocência. Na prisão de Shawshank, após se meter em algumas confusões, torna-se amigo "Red" Redding (Freeman) e acaba como protegido dos guardas e do diretor da penitenciária ao ajudá-los em operações de lavagem de dinheiro, enquanto planeja sua fuga.

A frase do filme  

"Eu gosto de pensar que a última coisa que passou pela cabeça do diretor, além da bala,  foi imaginar como Andy Dufresne conseguiu enganá-lo direitinho" 
              "Red" Redding

Trailer 

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Curtindo a Vida Adoidado (25)

 "Curtindo a Vida Adoidado" (Ferris Bueller's Day Off) é um filme de 1986, dirigido por John Hughes e estrelado por Matthew Broderick. 
Baseado em estória do próprio diretor, esta comédia juvenil acabou tornando-se um clássico dos anos 80, adorada pela crítica e pelo público, principalmente os adolescentes.
Que jovem na segunda metade da década de 80 não queria ser Ferris Bueller, que consegue desfrutar a vida e enganar todos os adultos que tentam atrapalhar seus planos.
Curiosamente, o filme atravessou décadas e não perdeu seu encanto, quem viu não se cansa de rever e de se divertir com Ferris, que passa o tempo todo festejando a alegria de viver, o que atualmente é raro nos dias de hoje, com a violência que ronda nossos jovens.
Ferris Bueller foi a melhor interpretação de Matthew Broderick em sua carreira, chegando a ser indicado para o Prêmio Globo de Ouro.
É quase impossível, mas se não viu, assista e "curta" esta incrível comédia, que tem estilo, graça e irreverência, o que já não é comum nos filmes de adolescentes de hoje em dia.
O diretor John Hughes, que morreu em 2009, aos 59 anos, escreveu também o roteiro de "Esqueceram de Mim" (Home Alone) um grande sucesso de 1990, estrelado pelo então astro mirim Macaulay Culkien.  

Sinopse

Estamos no dia 5 de Junho de 1985 e Ferris Bueller, um jovem aluno do último ano do colegial, para faltar faltar às aulas, finge estar doente, enganando os pais e o diretor da escola, que tenta provar que ele está mentindo.
Junto com a namorada e o melhor amigo, Ferris vai sair pela cidade se divertindo.

Minha cena

A cena inicial, em meio aos letreiros, onde Ferris na cama convence os pais que está doente e não pode ir a escola, mesmo com sua irmã insistindo que ele está mentindo. Em seguida ele passa a falar diretamente com o expectador, passando a sua incrível filosofia de vida.
Imperdível.

A frase do filme

"A vida anda muito rápido, se você não parar e olhar em volta de vez em quando, irá perdê-la"
Ferris Bueller


Twist and Shout



quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Tempos Modernos (24)

"Tempos Modernos" (Modern Times) é um filme de 1936, dirigido e estrelado Charles Chaplin.
Nenhuma retrospectiva que trate sobre cinema pode deixar de fora o britânico Charles Chaplin (1899 - 1977), que ajudou a construir esta indústria e foi um dos seus maiores ícones, talvez o maior gênio de toda sua história. Foi um dos fundadores da produtora Unidet Artists em 1919 e muito mais que ator, dirigiu, produziu e escreveu seus filmes.
"Tempos Modernos" é daqueles exemplos de filme que não envelhece, mesmo que tenha sido feito há mais de 75 anos.
Operário recebendo ordens em "Tempos Modernos"
Sua mensagem continua cristalina - Chaplin criticou duramente a indústria daquela época que massacrava seus operários com tarefas repetitivas, de pouca criatividade e com baixa remuneração, bem como a opressão do Estado contra o trabalhador.
Hoje, assista o filme e avalie se essas mesmas críticas também não valem para o atual modelo de globalização, que continua exigindo que as tarefas sejam executadas cada vez mais rápido, padronizadas, com baixos salários, não importando a cultura, fuso horário ou qualquer tipo de planejamento, mesmo com toda a tecnologia disponível. Pior ainda, decisões que extinguem empregos em um País e os transferem para um outro são tomadas, sem nenhuma avaliação das consequências sociais deste tipo de decisão. 
O filme também mostra o controle da individualidade do cidadão através de monitoramento por câmeras, como prenúncio dos nossos tempos e mais de uma década antes de "1984", o assustador livro de George Orwell, que trata do controle absoluto do Estado sobre as pessoas.

O Vagabundo

Charles Chaplin criou em 1914 o mais famoso personagem do cinema, o vagabundo Carlitos. 
Com um bigode escovinha, vestido com um paletó apertado, chapéu coco, sapatos grandes e uma bengala, Chaplin encantou multidões com o jeito simples e meigo do personagem, que praticamente moldou toda a sua carreira.
Carlitos sempre foi uma crítica à  desigualdade, à nossa logica desumana e contra a intolerância dos ricos em relação a pobreza. 
É impossível não rir e ao mesmo tempo não se emocionar com as situações mágicas criadas pelo gênio.
"Tempos Modernos" marcou o fim de Carlitos, nunca mais Chaplin interpretou o personagem que até hoje é o mais imitado da história cinematográfica. 
 


Sinopse

Na moderna linha de montagem de uma fábrica, devido ao ritmo frenético da produção, um operário é acometido de um forte estresse. Apresentando sintomas de loucura e acaba internado em um sanatório. 
Depois de deixar o hospital e já desempregado, acaba encontrando uma forte crise trabalhista no mercado. Para complicar anda mais sua situação, durante uma passeata, é confundido com um anarquista e acaba se envolvendo com uma jovem que foi forçada a roubar comida para alimentar suas irmãs.

Minha Cena     


A cena do operário (Chaplin) sendo pressionado a ser mais rápido em sua atividade pelo supervisor é ao mesmo tempo hilária e assustadora, pois mostra em que podemos nos tornar em nosso mundo profissional, comandando ou sendo comandado. Confira



A frase (filme mudo)  

- Ele está louco!
Supervisor falando de Chaplin quando ele acometido do estresse (em legenda)

Trailer


  

quarta-feira, 31 de julho de 2013

E.T, o Extraterrestre (23)

 
"E.T, o Extraterrestre (E.T, the Extra-Terrestrial)  é um filme de 1982, dirigido por Steven Spielberg e estrelado pelas crianças Henry Thomas e Drew Barrymore.
É um dos grandes sucessos de bilheteria de toda a história do cinema, sendo o primeiro filme a ultrapassar a marca US$ 700 milhões.
Inicialmente o enredo de E.T tratava de um monstro alienígena esquecido na Terra, que acabava em uma casa aterrorizando uma família americana. Spielberg, que sempre tivera uma visão diferente sobre seres de outros planetas, transformou a estória no drama de um pequeno e bom extraterrestre perdido na Terra empenhado em voltar para sua casa com a ajuda de um menino. Essa ideia foi inicialmente rechaçada pelos estúdios da Columbia Pictures, que acabou cedendo frente a insistência do diretor que já era muito famoso pelos sucessos de seus filmes anteriores - "Tubarão", "Encontros Imediatos do 3o. Grau" e "Indiana Jones". 
Recebeu nove indicações ao Oscar, levando quatro prêmios, Melhor Efeito Especial, Melhor Efeito Sonoro, Melhor Som e o de Melhor Música pela sensacional e inesquecível composição de John Williams.

A homenagem do Diretor

Wayne e O'Hara - clássica cena do beijo
Spielberg nunca escondeu sua admiração pelo grande cineasta John Ford (1894 - 1973), diretor de "Rastros de Ódio", já mostrado aqui nos Os Filmes que eu vi...vi.
Na cena do beijo do pequeno Elliot com a colega da escola, ele presta homenagem ao diretor usando uma cena do clássico "Depois do Vendaval" (The Quiet Man) dirigido por Ford em 1952 e estrelado pelos astros John Wayne e Maureen O'Hora.

Sinopse
Um jovem extraterrestre, em visita ao nosso Planeta, não consegue voltar a sua nave ficando perdido na Terra. Busca abrigo em uma casa, onde o menino Elliot tentará protegê-lo de agentes do Governo que o estão caçando e ainda vai ajudá-lo a voltar para sua casa.

Minha cena

Algumas cenas do filme não tem uma explicação clara de Spielberg, parecem mais uma crítica a condição do comportamento dos adultos -
em mais da metade do filme, com exceção da mãe do menino, nunca os adultos são mostrados por inteiro, aparecem da cintura para baixo, como se o mundo fosse habitado só por crianças.
No final quando aparecem, o que se vê é muita confusão e as crianças tem que intervir para consertar a situação.  
Já o personagem vivido por Peter Coyote não tem nome, não se sabe para quem do Governo ele trabalha, seu rosto só aparece nos 30 minutos finais e antes disso sempre que ele aparece, é mostrado em primeiro lugar um molho de chaves em sua cintura. O que Spielberg quis dizer com isso?


A frase do filme


E.T, phone, home! 




Trailer